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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O essencial...

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"Venha brincar comigo", propôs o Pequeno Príncipe.
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"Eu não posso brincar com você", a raposa disse. "Eu não estou cativada".
(Saint-Exupéry)
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Essa Boneca Tem um Manual...
(Ha quase um ano...)

Tudo aqui!
Quer me revelar
Minha letra
Minha roupa
Meu paladar
O que eu não digo
O que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar...
Tudo aqui!
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar...
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar...
Tudo em mim!
Quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar
O que me preocupa
O que me ajuda
O que eu escolho prá amar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar
Ah! Ah!...
Tudo aqui!
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar...
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Tudo em mim!
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Me Revelar
Zélia Duncan
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sweet Dreams

"Sweet dreams are made of this

Who am i to disagree?

Travel the world and the seven seas

Everybody's looking for something"
Eurythmics



Aquele casal vivia às turras. Era grito dali, reclamação daqui... ela chorava e ele se desesperava porque não conseguia entender a razão daquela mudança de comportamento todo fim de mês.


Atento e caprichoso, ele percebeu que o humor da namorava mudava muito, e pra melhor, sempre que ela comia um doce, então, a partir dali, no meio das brigas, ele a trancava gritando no quarto, saía no carro e voltava minutos depois com uma enorme e suculenta barra de chocolate.


Ela então, enxugava as lágrimas, recebia o agrado e, aos poucos, ia permitindo as carícias do companheiro. Este, pro fim, lambia com carinho a ponta dos dedos da amada para sugar os restinhos do doce, que ela também deixava propositalmente nos cantinhos da boca.

E era sempre assim: ela chorava, ele saia, trazia mais doces e eles faziam as pazes entre uma mordida no chocolate e outra no pescoço...


A receita seria perfeita se ela não tivesse descoberto, meses depois, que tinha diabetes e em crise, o acusado de tentar matá-la com os mimos.

"AINDA ENCONTRO A FÓRMULA DO AMOR"

Kid Abelha

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Cheiros e Sons

Atenção
Texto proibido para menores de vinte e poucos anos

Seis Sentidos
e um Sétimo Pecado

Cheiro
ontem à noite
sonhei de corpo inteiro
? acordei com teu cheiro
Alonso Alvare
z

As cordas do violão ainda vibravam da última nota quando ela saiu do banho vestida apenas dos raios de luas. A casa toda cheirava a morango e mel.

Deitando-se displicentemente, ela pediu apenas mais um morango, uma música e um gole do vinho. Tudo lhe foi negado, menos a idolatria do olhar e a força do instinto .

E, sem palavras, misturaram-se pelo chão, num êxtase sem vencedor ou vencido.

De cheiros e sons era feito o amor daqueles que juntos pareciam semi-deuses. Naquela exaustão de formas se faziam impar e buscavam no outro o próprio ser.

Profano, ele empregava-se entre o calor e o gosto; perfume e veneno daqueles lábios vermelhos e os sentia tão dele quanto seus próprios pensamentos.

Dela, a pele, na dele, deslizava como ungida do mais fino dos óleos e se banhava de um aroma doce e intenso.

Ele se fazia dono e tirano, ela se perdia em gestos e desejos, e viajavam na gravidade de um momento infinito que nem mesmo a memória é capaz de reviver.

E então, já era dia nos jardins suspensos da Babilônia..


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Na manhâ...

Ponto-e-vírgula

"Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto-e-vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida."
(Mário Quintana)

Ontem fui "convocada" para ir até a casa do Mário pra conversar e levei impresso um texto ainda inédito, cheio de ponto-e-vírgula, sobre “uns causos ai” para que ele desse uma olhada.

Total foi o meu espanto quando ele olhou para o texto ainda na minha mão e disse com aquele jeito que só ele tem de ser cruel:

- Essa tua história ta muito mal contada!

- Mas como sabes se ainda nem a viste?

- Esta história está muito mal contada desde o início.

Mário tem esse jeito de tocar em assuntos delicados “entrando pelas beiradas” ...

-Mas me diz ao menos por quê?

Ai ele voltou os olhos ao texto...

-Olha quanto ponto-e-vírgula! Ponto-e-vrgula por acaso agora é ilustração?

Sorri e fiz com a cabeça que entendi o comentário. Depois perguntei:

- E eu faço o que com esta história toda?

Ele, sem sequer olhar pra mim, respondeu:

- Bota um ponto final e Pronto!

Dei meia volta e obedeci.


PS:
Trilha Sonora

Esta música na verdade é só uma variação daquela frase que eu já coloquei AQUI, mais é que final de filme fica mais bonito quanto toca alguma musica antes de aparecer o THE END... então, das que ouvi e aprendi, escolho esta:



Quando eu soltar a sua mão
me leve dentro do seu coração
No seu pensamento não me deixe tão só,
Eu quero estar nas curvas do seu silencio,
Longe dos seus olhos,
perto do seu coração.

Na manhã, eu ligo o rádio pra te ver dormir (bis)
Pra te ver dormir

Na manhã-Vavá Ribeiro


THE END

quinta-feira, 31 de julho de 2008

... Por esta noite (trilogia)

O tema é recorrente , já o assunto conta com oito semanas...
mas hoje eu lí isto:


Governador visita obras de urbanização da Pedra do Sal


E me lembrei que em 28/05 fiz isto:



A Eternidade de um Por-do- sol

Tètis, a mais linda das ninfas marinhas, podia ter qualquer um dos homens que habitam o planeta na terra, no céu ou no mar; mas naquela noite triste desejou, mas que a própria vida, o amor daquele simples mortal que vivia a catar conchas a beira do mar para fazer presentes a sua mulher. Mais que a ele; desejou a ninfa o brilho dos olhos daquela a quem ele idolatrava. Queria sentir o sorriso alheio e viver uma vida que não era a sua...

Tétis poderia apenas tê-lo encantado com sua voz, mais não; com o capricho que é próprio da fêmea, quis conquistá-los e, por força e vontade próprias da presa, levá-la ao fundo do mar.

E assim o fez, por tardes e noites cuidou de encontrá-lo e se fazer companhia nas andanças pela praia. O mortal, envaidecido de tão formosa companhia, ignorou a existência de sua mulher e, por fim, sucumbiu ao prazer da mais cruel e infeliz das canções, sendo levando para o fundo do mar.

À sua esposa, restou-lhe apenas acompanhar das pedras ao fim do dia o mergulho que levaria para sempre o seu marido.

Dali em diante a triste esposa esperava a hora exata em que o sol tocava as salgadas ondas e cantava, com todas as suas forças, pedindo ao mar que lhe trouxesse o amor de volta.

E foi numa tarde assim, entre tantos outros dias que, tocando a sua harpa e brincando de mortal pelas areias da praia, Palêmon ouviu um som como saído das teclas de um piano e viu então uma moça sentada na mais alta das pedras da praia. Percebeu então que o encantador som vinha das lagrimas que escorriam pelas pedras e findavam no mar.

O deus sentiu-se tão tocado com a visão que não precisou sequer de uma das flechas do cupido para sentir o coração arrancado do peito e arremessado aos pés da pedra que se fazia torre para aquela mulher.

E daquele dia em diante também ele passou a acompanhar o pôr-do-sol daquela ilha, só para ficar, o tempo do adormecer do dia, a olhar para aquela bela criatura.

O jovem deus amou em si o amor; vivia apenas pra amor o amor da amada. Ele, que em silencio chegava, sentava-se ao fim das pedras e tocava a sua harpa, fazendo uma doce sinfonia com as lágrimas da chorosa, que ficava sempre no mesmo local até a lua aparecer. Então eles se despediam com um olhar molhado e o coração cheio da dor do adeus.

Com o tempo, o encontro dos amantes virou um encantamento a quem passava por aquela praia tão distante, tocando até mesmo o coração de outros deuses que também tinham naquela ilha um recanto do prazer.

Eles poderiam ter ficado daquele jeito por toda uma eternidade; mas como só o mais sincero dos amores é capaz de fazer, lutando contra seu egocetrismo e triste com a tristeza de sua amada passou o jovem a interceder por ela na profundeza das águas.

Como tinha forte influência entre os deuses, acabou por convencer Netuno a expulsar o pobre mortal do mar, o que desencadeou a fúria de Tétis; mas para evitar vingança, Palêmon a ela prometeu, do cupido todas as flechas que desejasse, garantindo ainda que ela jamais ouviria um não de mortal ou divindade.

Já desencantada do amante mortal, Tétis concordou com o escambo e fez com que o homem saísse do mar.

Mais estranha foi reação de moçachorosa, que ao ver de longe aquele rosto tão conhecido, se jogou ao mar e passou a gritar, o mais forte que podia, para que as águas levassem de volta o que devolviam.

Geral foi o estranhamento dos envolvidos. E todos se perguntavam o por quê da reação. Foi então que Palêmon chegando perto da moça e disse:

- Não tenha medo! Durante esse tempo ele esteve preso no mar, mas está vivo e de volta aos para os seus braços.

- Não, por favor, não pode ser - retrucou a mulher com o rosto coberto de lágrimas - por favor, mar, leve-o de volta, não me faça ainda mais infeliz do que já fui. Deixa-me com o fim da tarde que tenho e que me faz tão bem.

Com a sutileza que só é dada às mulheres, Tétis mandou de volta o mortal para as profundezas e só ela entendeu que a mulher já não chorava pelo marido tido morto, mas sim para manter bonitos os acordes da harpa do deus do mar.
Irada, virou-se para o deus e o amaldiçoou:

- Pela minha a tua felicidade. Mesmo sabendo que é a ti que ela ama e por ti que chora, não ficarás com ela e sim comigo.

Naquela exata hora fez-se um silêncio sepulcral. Nem uma onda, nem uma gaivota, nada nem ninguém se mexia a não ser o deus e a mortal, que se abraçaram e choraram juntos as mesmas lágrimas.

-Näo é justo, não é possível, como posso ter me enganado tanto. Amei-te desde a primeira vez, chorei a tua dor e me compadeci de ti. Do meu amor fiz oração pela tua felicidade- disse deus.

- Não é justo, não é direito, amei-te desde a primeira vez que o ouvi tocar. Quis-te perto pelas a razão e motivos que fossem, chorei o mais triste dos choros para fazer ainda mais belas as tuas músicas e ter-te comigo ao menos pelo tempo de uma canção.

Nesta hora saem de uma nuvem Eros e Psique, que tendo ouvido toda a história, decidiram interceder pelo amor dos dois.

- Nada podemos fazer em relação ao acordo que fizeste com Tétis, querido amigo- disse Eros- podemos, no entanto, como testemunhas e padrinhos deste amor tão puro, presenteá-los com a mais triste das horas do dia. Assim, por este momentos que já são seus, poderão, enquanto o sol iluminar estas pedras, ficar juntos até que o findar do dia os separe. Tu, Palêmon, voltarás para o lado de Tétis e tu, mulher, voltarás a ver teu amado seguindo para o fundo do mar por todas as noites de tua vida.

Triste mas resignados, os amantes aceitaram e agradeceram o presente . E como mandaram os deuses, os amantes o fizeram ao findar de muitos e muitos dias e continuarão a fazer até o fim da eternidade.

E é por isso que para alguns, ao fim da tarde, é como se tudo parasse e permanecesse em silencio naquela praia. Já aqueles que amam de verdade podem ouvir aquela melodia tão linda e pura quanto cheia de amor, vinda da harpa do deus e das lágrimas da mortal, que agora desce lá do alto dos céus para chorar nas mesmas pedras, deixando ainda mais salgadas as águas daquela praia que hoje se chama Pedra do Sal



Por-do-sol na Pedra do Sal

Parnaíba-PI

Maio de 2008

domingo, 27 de julho de 2008

A menina e o passarinho

"Canta, canta passarinho,
canta, canta miudinho
Na palma da minha mão
Quero ver você voando,
quero ouvir você cantando
Quero paz no coração
Quero ver você voando,
quero ouvir você cantando
Na palma da minha mão"
(Canta Coração- Geraldo Azevedo/ Carlos Fernando)


Quando o cachorro da menina fugiu de casa, ela ficou tão tristinha que o pai achou por bem dar a ela um outro bichinho. Para evitar ensiná-la que um ser pode substituir o outro, escolheu dar um passarinho.
Então o pai comprou um sabiá, gaiola, alpiste e pequenos depósitos para a água e comida. Depois, orientou a filha a manter limpa a gaiola e ter cuidado para não deixar a portinha aberta. Então, pendurou a gaiola na varanda e disse:
- Cuide bem e ele terá sempre lindas canções pra te ensinar.
Na primeira semana a menina fazia questão de, além dos cuidados, passar horas e horas escutando o canto do passarinho. Por vezes deitava no chão e cochilava envolvida por aquele “cantinho”. Com o tempo, aqueles momentos foram ficando cada vez mais raros como se o canto do bichinho já tão fosse assim tão encantador.

No segundo mês, com certa freqüência, a pequena esquecia de trocar a água ou colocar alpiste e também já não mantinha tão limpa a morada do passarinho. Alheio a tudo, o passarinho apenas cantava lindas canções de amor que pareciam ficar ainda mais belas quando se aproximava a menina.
O pai acompanhava tudo de longe, sem interferir em nada. Até que um dia percebeu que a menina estava deixando a porta da gaiola aberta. Então ele foi lá e fechou.

No dia seguinte, a menina voltou a deixar a gaiola aberta e o pai voltou a fechar, mas desta vez, repreendeu a garotara e a lembrou que, por descaso ou descuido, ela já havia perdido aquela cãozinho. Ao que a menina muito malcriadamente respondeu:

- Se foi embora é porque nunca o tive! Há, pai, o senhor nunca leu “O pequeno príncipe”, não?
Naquele dia o pai calou-se e voltou aos seus afazeres, mas percebeu que a filha deixara de ir até a varanda e se preocupou com o passarinho.

O passarinho, sempre cantando e ainda mais feliz a sentir a presença da menina, mesmo que a vendo apenas da janela no quarto ou na casa do vizinho.

A menina ouvia triste o canto do passarinho na gaiola, pois amava o bichinho e de tanto ouvir dos amigos que pássaros em gaiolas são infelizes, o queria livre e feliz, mas não tinha coragem de soltá-lo simplesmente e muito menos mandá-lo embora, então apenas desejava de todo o coração que ele voasse dalí para bem longe.

Sem procurar entender nada e cansado do desprezo da filha pelo animal, o pai resolveu dar nela, de vez, uma lição: Vendo que o passarinho não saía da gaiola, pegou ele mesmo o bichinho e soltou.

Naquele mesmo dia a menina, percebendo o silêncio, sentiu um medo terrível de abrir a porta da varanda. Não era o fato de o passarinho poder estar lá ou não que a incomodava, mas sim a possibilidade de ele estar, e morto. Foi aí que ela realmente soube o quanto amava aquele bichinho e que o preferia longe pra sempre que triste com ela.

Vendo aquilo o pai se pôs a acompanhar...

Com o coração na mão a menina pegou uma cadeira na sala, abriu a porta da varanda bem devagar e se dirigiu à gaiola. Subiu na cadeira, olhou toda a gaiola e... sorriu.

-Mais como? Esta feliz porque o seu passarinho foi embora, filha? - Perguntou o pai.
- Não, primeiro estou feliz por ele não estar morto. Pois sabia que, ao abrir a porta ele poderia estar vivo o morto, mais ainda assim abri. Estou feliz e orgulhosa de mim e muito feliz por ele estar livre!

Com essa, o pai entendeu que era melhor não entender certas coisas, tirou a gaiola da varanda e já ia saindo quando a filha o segurou pela mão e disse:

-Pai, obrigada!

- Pelo que? Por tirar a gaiola da varanda?

- Por tudo que fez e principalmente pelo que não fez!

O que o pai não sabia era que todos os dias que a gaiola ficava aberta o passarinho ia dormir quietinho pousado lá em cima da casinha de bonecas da criança.

Eu Não Sei Deixar Você Tão Só
Eu não sei deixar você tão só
Me dá um dó de mim,
Eu não sei deixar você assim,
Sinto um vazio no meu ser.
Eu não sei lembrar de você décor,
Me dá um nó no fim,
Tenho medo de dizer que sim,
Mas eu não consigo esconder...
Que eu te quero mais,
Que eu não fico atrás
Desse teu imenso querer
Que eu não tenho paz,
Que eu te sinto mais quanto mais
Me oponho a te ter,
Teu silêncio guardo preso em mim,
Fecho os olhos, tento esquecer.

(Vavá Ribeiro )

PS:
Rubem Alves escreveu um assim

quinta-feira, 10 de julho de 2008

"quando a realidade parece ficção, é hora de fazer documentários"
(DOC TV brasil IV)

... ou música

Bandeira
Zeca Baleiro

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aqueleEu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal

Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Contos de bruxas

...Era uma vez, uma pobre menininha que vivia tristinha no meinho do nadinha, ai a menininha encontrou um sapinho, transformou em principezinho e foram felizes ... Acontece que apareceu por aquelas bandas uma bruxa muito, mais muito gata ...





HAHAHAHAHA

Durante a Idade Média toda e qualquer mulher que conseguia poder, passavam gradativamente a ser considerada bruxa. Bruxa em sânscrito significa “mulher sábia”. As bruxas eram denominadas sábias, até a Igreja lhes atribuir o significado secundário de mulheres dominadas por instintos inferiores.

Se coincidências não existem e exatamente este ano o dia de Santo Antônio caiu numa sexta-feira ... tá explicado!!!

A todas as bruxas, os meus Parabéns...
E que façam um bom proveito!!!

Porque eu...

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida

Verdade

Pra ganhar seu amor fiz mandinga
Fui a ginga de um bom capoeira
Dei rasteira na sua emoção
Com o seu coração fiz zoeira

Fui a beira de um rio e voltei
Uma ceia com pão, vinho e flor
Uma luz para guiar sua estrada
A entrega perfeita do amor

Verdade!

Descobri que te amo demais
Descobri em você minha paz
Descobri sem querer a vida

Verdade

Como negar essa linda emoção?
Que tanto bem fez pro meu coração?
Pra minha paixão adormecida?

Teu amor meu amor incendeia
Nssa cama parece uma teia
Teu olhar uma luz que clareia
Meu caminho tal qual lua cheia

Eu nem posso pensar te perder
Ai de mim esse amor terminar
Sem você minha felicidade
Morreria de tanto penar

Verdade!

Verdade
(Zeca Pagodinho)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Nós e o mar


24 de maio

Inverno
Adriana Calcanhotto
Composição: Adriana Calcanhoto/Antonio Cícero



No dia em que fui mais feliz

Eu vi um avião

Se espelhar no seu olhar

até sumir

De lá pra cá não sei

Caminho ao longo do canal

Faço longas cartas pra ninguém

E o inverno no Leblon é quase glacial
.

Há algo que jamais se esclareceu

Onde foi exatamente que larguei

Naquele dia mesmo

O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino

Sempre me quis só

o deserto sem saudade, sem remorso só

Sem amarras, barco embriagado ao mar


Não sei o que em mim

Só quer me lembrar

Que um dia o céu

reuniu-se à terra

um instante por nós dois

Pouco antes de o ocidente

se assombrar

Nascente: Praia de Atalaia -

aproximadamente às 5h40

Poente
: Pedra do Sal-

aproximadamente às 18h 30