sábado, 4 de dezembro de 2010
...E FIM!
A história de Lili Braun
Maria Gadú
Composição: Chico Buarque / Edu Lobo
Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilingüindo toda
Ao som do blues
Abusou do scoth
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê
Como amar esposa
Disse que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no alta
rNunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Sou teimosa e prefiro continuar buscando
o amor
e a felicidade!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Chico Bento
Copiando a cobracomasa...
Eu roubo acerolas do meu vizinho!
Num sei bem quando começou este vicio, mas o que posso dizer é que quando vejo o pé de acerola do meu vizinho todo cheio de bolinhas vermelhas, verdes e amarelas, fico mais feliz que criança olhando pra arvore de natal cheia daquelas bolinhas...
E num é por falta de opção, não, porque lá na casa da mamãe tem acerola de montão, inclusive caindo pelo muro, mas, num sei porque não tem o mesmo fascínio. Se bem que um dia desses eu vi as “vermelhinhas” bem pertinho do chão do lado de fora do muro e não resisti: peguei um saco cheinho e comi que nem doce. Quanto a do vizinho, nem é mais gostosa nem mais bonita, é apenas... alheia.
Já virou um habito, mal habito digo de passagem, de toda noite, na hora de ir joga o lixo fora, aproveitar e fazer um “limpa” na arvorezinha, mas sempre tendo o maior cuidado pra so tirar as mais vermelhinhas. Aliás, nos últimos tempos tenho levado até lanterna...
Se o meu vizinho acha ruim eu ainda não sei, mas acho que ele, apesar de ter plantado e de cuidar sempre, não se importa com o furto porque o chão tá sempre cheio de acerolas, então... eu vou tirado uma, outra, outra...
Se um dia ele me pegar no flagra, o máximo que posso fazer é oferecer uma das minhas mãos cheinhas da frutinha...
mas até lá...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O ALBUM

E de dois anos de espera...
O Cinza ganhou cor
O que não tinha sentido ficou claro,
O dia ganhou propósito,
O certo só vira certeza depois do amém
E só a segurança
De alguém pra erguer,
Já impede de cair.
Um salto alcança o distante
E quem vai chegar já está aqui!
Somando sonhos
Somando realizações
Somando famílias,
Somando amor
O “nesta data querida”
Virou “para sempre”!
Felicidades!!
Flávia Roberta Vieira
Casar é melhor!

Mais a noite, liguei para o Mário, que foi logo explicando que precisaria viajar a trabalho e, por sugestão da menina, queria saber se eu poderia recebê-la no meu apartamento por apenas dois dias, caso ela não fosse atrapalhara a minha “lua de meu”.
Avisei ao Mário que meu marido viajaria naquele fim de semana e por isso mesmo seria muito bom que a Lili viesse ficar comigo.
- Será um fim de semana só de meninas! - Avisei.
Na sexta a noite, assim que saí do trabalho, fui buscar a menina, que como de costume, me recebeu com um abraço de quebrar costelas.
- Que saudade, tia. Pensei que nem lembrasse mais de mim!
- O,i meu amor, é claro que eu me lembro de você e por isso mesmo achei ótima a sua idéia de passar esses dias comigo.
- Um fim de semana só de meninas, né. tia!
-Exatamente, meu amor!
- E pra onde foi o tio, tia?
- Viajou a trabalho, meu bem, mas já ta voltando. Mas ele deixou um beijão pra você.
Assim, desejamos uma boa viajem e nos despedimos de Mário. Entramos no carro e fomos para o meu apartamento.
No caminho, resolvemos parar nuam pizzaria e pedimos uma pizza de calabresa: a preferida da Lili. Depois, fomos tomar sorvete duplo de casquinha,: pra mim, dragão vermelho e pavê, pra ela, brigadeiro e morango com, muita cauda de chocolate. Conversamos sobre a escola,. Sobre a Betinha, sobre a cachorra da vizinha, sobre o novo filme da Harry Potter e sobre as estrela...
Já chegando no apartamento, Lili jogou a mochila e correu porta adentro, entrou nos quartos, no banheiro, passou pela varanda e voltou para a cozinha, onde abriu a geladeira e disse:
- Quanta coisa gostosa tia! É tudo seu?
É lógico que a minha geladeira não fica sempre tão cheia, na verdade, como eu passo o dia todo fora, acabo comendo de quentinha, a noite, como no shopping ou acabo comprando um pãozinho pra tomar com café e leite, mas como sei que a Lili gosta dessas coisas de crianças, passei no supermercado e enchi sacos e sacos de guloseimas: bolacha, danone, suco, fruta, sorvete, queijo, presunto, pizza, refrigerante, tudo pro fim de semana.
- É tudo pra gente, linda!
Ai eu expliquei para Lili que ela tinha a opção de ficar no quarto de hospedes ou dormir comigo. Ao que ela perguntou:
- Você pula na cama tia?
-Não, meu amor, por quê?
- Ora, tia, quando o tio viaja você fica com uma cama enorme só pra você e não pula?
- Bom Lili, é que se a gente pular na cama pode quebra alguma coisa, ou pior, a gente pode cair e quebrar um braço ou uma perna...
Ela pensou, pensou...
- E andar molhada pela casa, você anda, tia?
- também não, amor, so quando esqueço a toalha, mas porque estas perguntas??
- Mas você dorme bem tardão. Tia?
- Nada! Durmo até cedinho porque saio cedo e volto muito cansada do trabalho.
- Ela pensou, pensou...
- Mas beber na boca da garrafa você bebe, né tia?!
- Ri bastante e respondi:
Na verdade, só quando a coca- cola já ta bem no finzinho... ma eu prefiro beber no meu copinho de inox, quer ver?
Ela fez que sim com a cabeça e então fomos ate a cozinha pra pegar o copinho na geladeira.
- Ma é um copo comum, tia, tipo o de todo mundo!
- Mas o meu tem o meu nome gravado, então é só meu! Você quer um copinho igualzinho, só pra você Lili?
- Acho que sim, tia!
Bom, naquela noite começamos a assistir um filme que tínhamos alugado mas Lili acabou pegando no sono bem cedo e eu fiquei pensando naquelas pergunta, até que me toquei que quando a gente é criança pensa que quando crescer e tiver uma casa todinha nossa a gente vai poder fazer essas coisas que os pais não deixam a gente fazer tipo pular na cama, andar de calcinha pela casa e ate beber na boca da garrafa...
No dia seguinte, acordei a Llili bem cedo toda melhada e enrolada na toalha, aí fomos passar a manha no clube. Almoçamos coxinha de galinha com farofa comendo com as mãos, depois fomos ao supermercado e compramos garrafinhas coloridas, uma pra cada, para podermos beber na boca.
Para a tarde compramos um montão de revistinhas e fizemos guerra de pipoca no tapete da sala e, por fim, pulamos na antiga cama de molas que fica no quarto de hospedes.
A noite alugamos um montão de desenhos e ficamos “pescando”até bem tardão, tipo assim umas onze horas...
No domingo acordamos tarde e fomos para a missa das 10h, depois almoçamos sanduíche e resolvemos fazer um bolo de chocolate para o Mário. Nem precisa dizer que a cozinha ficou uma bagunça e com um terrível cheiro de ovo que só de pensar consigo até sentir... eca! Enquanto esperávamos o bolo ficar pronto, lambemos as vasilhas e comemos uma “parte” do brigadeiros da cobertura... mas o bolo ficou lindo que só vendo!
Por volta das cinco horas tomamos banho e ficamos secando sentadinhas na varanda só de toalha. Uma penteando o cabelo da outra, fazendo maquiagem e pintando as unhas.
Depois, descascamos e torramos amendoim e pedimos uma pizza de queijo e coca-cola para a janta. Ás oito horas já estávamos deitadinhas na cama assistindo vídeos antigos dos meus aniversários. Lili morreu de rir com as roupas e com os penteados, mas o que ela gostou mesmo foi de ver minhas amigas de hoje bem novinhas.
- Nossa, tia, vocês eram meninas muito feinhas e o seu gosto pra roupa ta melhor agora, viu!
- Brigada, Lili, mas aquela roupa de couro com bota e cobrinha no cabelo era o ultimo grito da moda, viu! Eu esta super in!
- in- pagável, né tia?!?
Dormimos grudadinhas comentando as histórias de como era a minha infância.
Na segunda-feira, acordei com a campainha tocando: era a dona Francisca, a faxineira, que quase pediu as contas quando viu a situação em que se encontrava a casa. Como já estava deveras atrasada, liguei pro trabalho e avisei que estava doente, tipo assim, com dor de barriga, e voltei a dormir de costela com minha sobrinha.
A tarde, levei a Lili até a escola e combinei de busca-la as cinco para irmos pegar o Mario já com o bolo. A previsão era que o vôo de Mario chegasse por volta das seis horas. E aasim fizemos.
Enquanto esperávamos o avião do Mário no aeroporto, Lili me perguntou?
Tia, se morar sozinha é tão bom, porque você se casou?
Eu poderia dizer que quando a gente ama quer ficar com a pessoa amada o tempo todo: quer dormir junto, acordar junto, contar tudo que aconteceu, o que pensa, o que sonha, quer discutir planos, quer construir idéias, que cheirar, abraçar, beijar... mas preferi responder assim:
- Há, meu amor, porque casar é melhor ainda!
terça-feira, 7 de julho de 2009
Como Num Filme...
Da primeira vez...
Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
É lógico que eu não vou contar aqui o final do filme, mas o fato é que reconheci muito de mim na história.
Como no filme, escolhi contar as minhas histórias de um jeito mais bonito e colorido. Talvez pelo fato de ser o umbigo do Meu mundo, me sinta no absoluto direito de pintá-lo com as cores que achar melhor... sejam elas rosa, roxo, azul, lilás, flicts, fuccio ou simplesmente branco e preto com toques de cinza (se bem que intromissões carinhosas são sempre bem vindas, principalmente quanto através de um lindo tapete vermelho...).
Sim, eu escolhi acreditar que o amor existe e que a vida pode ser bem mais bela quando olhada através dos olhos de quem muito se ama... E Deus sabe o quanto o meu mundo tem sido belo!!!
Também escolhi acreditar que sou fiel merecedora de todo o maior e tão somente mais sincero amor do mundo, e mais: nem nada nem ninguém poderá destituir-me do direito de lutar por um final feliz.
Mas nem mesmo no Meu mundo tudo são flores!
Eu teimo em esperar sempre o melhor das pessoas. Isto é uma triste constatação, pois esse comportamento por muitas vezes me fez sofrer, mesmo porque eu não escolhi ser assim, eu sou assim e pronto!
Acredito nas pessoas, acredito que é possível aprender com os erros, acredito em agarrar novas oportunidades, acredito que todos querem sempre o bem para a humanidade e acredito no perdão.
Gasto preciosas horas do meu tempo tentando encontrar justificativas para os erros alheios, principalmente para os erros das pessoas que gosto, e sim, me recuso a acreditar que alguém faça o mal pelo simples fato de querer o mal de alguém.
Também sou desse tipo de pessoa que puxa assunto na rua, que anda sorrindo sozinha no carro, que não se incomoda em fazer gentilezas numa loja, que ajuda mesmo que não sabe que precisa...
Mas eu infelizmente estou começando a mudar. Estou aprendendo, por exemplo, a não esperar o melhor nem mesmo das pessoas que acredito me amarem, aprendendo a não colocar a vontade dos outros perante as minhas próprias, a não me deixar julgar e a perceber que existem sim, muitos pesos e muitas medidas e só eu posso decidir quais usar.
Minha mãe sempre disse: "a gente só se decepciona com quem a gente ama... "Mas eu tenho aprendido ainda que é exatamente pelo fato de muito amar que não sou obrigada a entender e perdoar os erros dos outros. Tamanho amor, tamanha dor! Eu tenho todo o direito sim de me sentir magoada, desrespeitada, vilipendiada e me manter distante das pessoas com as quais não estou disposta a conviver neste momento. Amar sim, cegar, nunca!
Por fim, gostaria externar que escolho, por livre e espontânea vontade, ser a pessoa mais feliz e realizada do mundo. Custe o que custar e doa a quem doer!
E pra cada um, a justa e fiel conseqüência de seus atos!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca,
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
(Da primeira vez... Mario Quintana)
The End
segunda-feira, 4 de maio de 2009
A hora da Ave Maria
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Perguntei então ao Mario se poderia passar no domingo para levar Lili a um passeio, com o que ele concordou, fazendo apenas uma ressalva:
- Domingo é dia de missa, você sabe. Venha, então, depois de oito horas...
Estranhei o comentário pelo fato de Mario não ser exatamente do tipo de pessoa que acorda cedo para ir a missa. Alias, muito pelo contrário, meu amigo é famoso por textos do tipo:
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não citaria santos e profetas:
Rezaria seus versos, os mais belos,
Porque a poesia purifica a alma
(Mario Quintana)
Como sempre, fui recebida com o gostoso “abraço de quebrar costelas”, como eu e Lili gostando de dizer...
-Oi, Tia, que saudade!
-Oi, meu amor! Como você esta?
- Muito bem, tia! Melhor agora que a gente vai passear.
Nos despedimos de Mario, que, contrastando com a esperteza da garota, ainda estava com cara de sono, então estranhei e perguntei:
- E ai, Lili, como foi a missa?
- Legal, Tia!
- Qual foi o ensinamento de hoje?
- Jesus falou com os amigos para falarem dele e fazerem o bem por todo canto e pra todo mundo, depois ele foi pro céu morar como pai dele. (Evangelho S. Marcos 16,15-20).
- E você foi a missa com o Mário, boneca?
- Não, tia, fui com o pai da Betinha. Ele sempre nos leva a missa.
- Há, ta explicado! Você vai todo domingo, anjo?
- Vou sim, Tia. gosto muito da missa para crianças. O pai da Betinha até me deu uma revistinha com histórias da Bíblia. Tem muito desenho e os textos são pequenininhos. Toda semana tem historinha nova.

- Quem bom, meu bem!
- Sabe, tia, acho que vou ser freira.
- Freira? Por que, Lili?
-Pra ajudar as pessoas a ficarem mais perto de Deus, tia.
Pensei, pensei...
- Sabia que eu também queria ser freira quando tava fazendo crisma, Lili?
- Verdade, tia? E desistiu por quê?
Eu poderia ter dito que na época comecei a namorar... mas me lembrei de uma outra razão que também era verdade...
- É que a minha professora, que era freira, me disse que elas tinham de acordar sempre quatro e meia da manhã pra varrer todo o convento.
- Nossa, tia, é muito cedo?
- É sim, quatro horas o céu ainda ta escuro...
Na hora Lili sorriu e saiu com essa:
-Tia, sabe por que o céu é azul?
Na hora tentei lembrar das respostas da minha mãe, que trabalha com imagens de satélite, e da minha irmã, que sabe responder quse tudo sobre tudo... mas concluí que não seriam apropriadas para seres humanos com medidas inferiores a um metro e meio de altura.
- Bom, eu desconfio, mas não tenho certeza. Por que o céu é azul, Lili?
- Porque Jesus é menino, tia!
Lili sorriu tão maledicentemente, que em mais nada condizia com a história anterior.
- Há, tá! E por que o céu fica rosa a tardezinha, Lili? Perguntei achando que ela não teria resposta a altura para esta pergunta. Ledo Engano!
- Porque é a hora que a mãe dele chega em casa, tia: A Hora da Ave Maria. E Maria é mulher!
Naquele domingo passamos todo o dia juntinhas e, ao fim da tarde, vendo o céu ficar rosado, rezamos juntas a oração de Nossa Senhora:
Santa Maria Mãe de Deus,
Amém.
"Mas que susto não irão levar essas velhas carolas se Deus existe mesmo..."
Mario Quintana - Caderno H
Meu mundo rosa...choque
O que pra mim é um santo remédio,
O que em mim faz tão bem,
Então vejamos:

Vida boa é a minha...
Difícil mesmo é ser EU!!!