quarta-feira, 14 de maio de 2008

No Ar

Eu ja falei que a Paula Toller me entende??
Pois bem, to preparando um texto sobre a nossa amizade... Mas esse ai ela mandou dizendo:
"B", sobre isso eu ja escrevi. Olha ai:
Garotos
Kid Abelha
Composição: Leoni / Paula Toller

Garotos gostam de iludir
Sorriso, planos
Promessas demais
Eles escondem
O que mais querem
Que eu seja a outra
Entre outras iguais...
São sempre os mesmos sonhos
De quantidade e tamanho..
.Garotos fazem tudo igual
E quase nunca chegam ao fim
Talvez você seja melhor
Que os outros
Talvez, quem sabe
Goste de mim...
São sempre os mesmos sonhos
De quantidade e tamanho...
Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção
Romance de estação
Desejo sem paixão
Qualquer truque
Contra a emoção...(2x)
Garotos fazem tudo igual
E quase nunca chegam ao fim
Talvez você seja melhor
Que os outros
Talvez, quem sabe
Goste de mim
São sempre os mesmos sonhos
De quantidade e tamanho...
Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção
Romance de estação
Desejo sem paixão
Qualquer truque
Contra a emoção...
Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção
Romance de estação
Desejo sem paixão
Qualquer truque
Contra a emoção...(3x)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

And i love her II

Adivinha quem tava na capa do Jornal Meio Norte
do dia das mães...


sexta-feira, 9 de maio de 2008

And I lover her

A nossa diferença de idade não era tanta então gostávamos de estar sempre juntas mas sempre fomos muito diferentes.
Ela sempre foi a mais calada, mas gostava de roupas e sapatos coloridos, bolsas e bijuterias variadas e cabelos esvoaçantes. Eu sempre fui mais falante, porem gostava de roupas mais discretas. Ela queria ter o meu cabelo e eu, o dela.
A primeira lembrança que tenho é de quando eu era bem pequena e ela já gostava muito de cantar. Eu me lembro em especial de uma música de João e Maria... Nos também gostávamos muito de dormir agarradinhas, até que a cama foi ficando pequena pra tantos brinquedos...
Lembro também de uma “vitrolinha” que ela tinha e nós gostávamos de levar nas viagens que fazíamos pra terrinha dela. Lá a gente aproveitava o dia tomando banho de rio e comendo seriguela e doce de leite. Bons tempos de infância que não voltam mais.
Depois ela começou a fazer inglês e eu a fazer balé. Todos os dias mostrávamos uma para a outra o que havíamos aprendido. Ela gostava de ouvir musicas no rádio e tentar copiar e traduzir, e eu só queria dançar na ponta dos pés.
Já maiores, dedicávamos horas de nosso dias aos estudo. Sentávamos as duas “de testa” e estudávamos de tudo: estudos sociais, inglês, geografia e, principalmente matemática. Como ela era muito melhor em matemática do que eu, sempre acabava me dando uma forcinha. Este método trazemos até hoje, já que sempre deu tão certo e fez de nós duas felizes funcionárias públicas.
Durante faculdade acabamos nos afastando um pouco, mas sempre que possível gostávamos de juntar nossas novas turmas. De fato, amigas de uma são amigas de outra. E quando era possível, pegávamos carona na ida e na volta de nossos trabalhos, tempinho que aproveitávamos para botar os papos em dia.
Depois da faculdade passamos a trabalhar juntas na mesma empresa, então voltamos a fazer tudo bem juntinhas: saiamos juntas, fazíamos compras juntas, estudávamos juntas, tomávamos decisões complicadas sempre levando em conta a opinião da outra, e isso valia desde a compra de uma blusa ate a compra de um carro zero.
Fizemos muitas danações. Neste tempo brigamos, fizemos as pazes e brigamos de novo pra voltarmos a fazer as pazes. Mas sei que o que é dela e meu, que nas horas mais difíceis, é a voz dela que escuto, é o carinho dela que me acalma, é ao lado dela que me sinto mais segura e mais confiante.
O certo é que durante todos esses anos de amizade tão sincera, as vitórias dela foram as minhas vitórias. Cada tristeza, cada alegria, tudo sempre foi dividido e multiplicado entre nós. E é por isso que hoje eu posso dizer com todas as letras maiúsculas:

VALDIRA, OBRIGADA POR SER MINHA AMIGA E MAMÃE !!!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Quem me controla?

Depois de terminar a minha última participação especial, com entradas ao vivo diretamente da praça Pedro II, o Cristhian já tinha ido embora e eu estava subindo pelas tamancas, doida de fome e morrendo de vontade de ir pra casa tomar um banho, doente de ódio do motorista que simplesmente estava duas horas atrasado quando, literalmente do nada, surge aquela pessoa estranha:

- Ei, pra que essa agonia? Sabe porque você esta roendo as unhas? Ansiedade!

Na hora eu jurava que era um assalto e, por segundos fiquei pensando como pedir ou implorar pra o mencionado ser não levar o meu chip...
Foi quando ele começou a falar que eu não precisava ficar assim agitada porque as coisas só aconteceriam no tempo certo.

Até então eu não tinha nem olhado direito para o cara já que minha preocupação era localizar a logomarca no carro da rádio que deveria me pegar e não chegou.
Ele notou a minha ansiedade e começou a falar “calma, tenha calma”, respire, olhe pra mim...”
Eu obedeci e respirei bem fundo. Ai ele perguntou:

- Alguém te cobrou alguma coisa por isso?
- Não – respondi.
- pois é. Isso é vida!

Na hora eu corei, fique desnorteada com aquela resposta. E ele notou.

Ele então começou a falar sobre ego e perguntar se eu sabia do que se tratava. Na minha surpresa não conseguir dizer sequer uma palavra, quanto mais explicar o que era ego.

Ele ficou ali falando por algum tempo sobre como o nosso ego luta contra nós e o quanto nos desgastamos pensando em coisa inúteis e imaginando coisas terríveis que nunca vão acontecer, falou ainda na importância de curtir o momento, ajudar as pessoas e aceitar que muitas coisas vão continuar a acontecer independente de nossa presença e que podemos simplesmente escolher fazer parte ou não delas.

Depois desta e de muitas outras palavras eu já nem olhava mais para a rua e tinha naquele moço a minha atenção colocada. Eu já não estava nervosa e nem apressada estava quase tão calma e serena quanto ele, comecei a pensar que não tinha mesmo nada melhor pra fazer na vida do que estar ali. E ele completou.

- Ta vendo, a minha calma já te contagiou. E quer saber mais: quem controla os outros é líder, mas quem controla a si é supremo!

Enquanto ele ia embora, sem me pedir absolutamente nada em troca, me deixava muito calma e controlada, então eu percebi que acabava de ganhar um grande presente e sentia a necessidade de agradecer..

Agradeci ao moço e perguntei:

-Seu nome?

- Bartolomeu. É músico, gosta muito de ler e só.

De certo não estou sendo nem próxima de ser fiel ás palavras daquele homem tão livre que me dedicou uma parte de sua vida e, com certeza, salvou a minha noite. Mas o que quero deixa registrado é que por alguns momentos ele conseguiu me fazer refletir sobre a minha vida. Afinal, quem me controla?

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Eu aprendi...

Inaugurando uma nova sessão com frases marcantes ditas por amigos em contextos variados...

Eu bebo pra ficar ruim. Se fosse pra ficar boa eu tomava remédio.
(Alice)

Galo que muito canta no canteiro não pia nem de pinto.
(Tatiana)


Mas num foi bom, gata? num deu pra curtir? Então!
(João)

Nunca é a hora certa de um homem ir embora...
(Alice)

A beleza do menino só depende da forma
(Nilmar)

Bonito mesmo é o Cristhian que ta aqui!
(Cristhian)

O que dá pra rir, dá pra rigir
(Júnior)

domingo, 4 de maio de 2008

TPM

TAI UMA COISA QUE VALEU A PENA NO FANTASTICO DA SEMANA PASSADA...
ACHO QUE O ASSUNTO É RECORRENTE, MAS NEM EU EXPLICARIA MELHOR... E TEM UMAS PASSAGENS QUE, MEU DEUS, SÃO DESCRIÇÕES PERFEITAS DE MOMENTOS QUE EU VIVI!

Confira o vídeo no blog da minha autorizada:

http://cobracomasa.blogspot.com/2008/04/tpm.html

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sábios Conselhos de Meu amigo

Da Eterna Procura - Mário Quintana
Só o desejo inquieto,que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada ...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.


Há algumas semana eu, muito amargurada com o fim de mais um relacionamento que nasceu fadado ao fracasso, resolvi fazer a terapia das compras, mais qual a minha sorte que mal botei os pés no shopping dei de cara com o meu tão querido amigo Mário.

- Querido, o que faz aqui? E aonde anda a minha amiguinha Lili??

Tomamos um belo sorvete enquanto eu descarregava as minhas repetidas lamúrias. Sempre tão iguais, que me senti envergonhada.

- Desculpa-me, querido, por fazer de seu ouvido um penico com minha bobagens enquanto tantas pessoas sofrem com problemas reais no mundo...
Ao que ele me respondeu docemente:

Dos Nossos Males

A nós nos bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais


Agradeci o carinho e então continuei a desabafar sobre como me senti ultrajada pelo fato de meu ex- relacionamento ter se valido das desgraças de toda uma vida para mostrar o quanto ele era um pobre coitado... Ao que ele disse:

Do Pranto

Não tente consolar o desgraçado
Que chora amargamente a sorte má.
Se o tirares por fim do seu estado,
Que outra consolação lhe restará

Eu ainda lamentava por todos os sonhos e planos agora desfeitos quando ele deu um sorriso bem gostoso, me deu um beijo estalado na testa e me disse, olhando nos meus olhos:


Das Ilusões

Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entretanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio!,



E, por fim, me deu este conselho:


Da Realidade
O sumo bem só no ideal perdura...
Ah! Quanta vez a vida nos revela
Que "a saudade da amada criatura"
É bem melhor do que a presença dela...

Nada mais precisou ser dito sobre este assunto então, pelo resto da noite falamos sobre gatos e sapatos. Afina, como eu ja tinha aprendido com o Mário:
O Trágico Dilema

Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer,
é porque um dos dois é burro.



Soneto Póstumo


— Boa tarde... — Boa tarde! - E a doce amiga
E eu, de novo, lado a lado, vamos.
Mas há um não sei quê, que nos intriga:
Parece que um ao outro procuramos...

E, por piedade ou gratidão, tentamos
Representar de novo a história antiga.
Mas vem-me a idéia... nem sei como a diga...
Que fomos outros que nos encontramos!

Não há remédio: é separar-nos, pois.
E as nossas mãos amigas se estenderam:
— Até breve! — Até breve! - E, com espanto

Ficamos a pensar nos outros dois.
Aqueles dois que há tanto já morreram...
E que, um dia, se quiseram tanto!


Mário Quintana